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União Brasil expulsa deputado acusado de mandar matar Marielle Franco; senador paraibano foi relator

O senador paraibano Efraim Filho foi relator do processo de expulsão do deputado federal pelo Rio de Janeiro, Chiquinho Brazão, dos quadros do União Brasil. Brazão foi preso na manhã do domingo (24/03) por suspeita de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

De acordo com informações do Estadão, a decisão foi tomada durante reunião virtual realizada na noite do domingo derrubando a previsão inicial de que o encontro da Executiva Nacional para decidir sobre a expulsão aconteceria apenas na terça-feira (26/03), de forma presencial.

No último dia 20 de março, Brazão, em nota, se disse “surpreendido por especulações que buscam lhe envolver no crime”. O comando nacional do União divulgou uma nota, ressaltando que “O Estatuto do Partido prevê a aplicação da sanção de expulsão com cancelamento de filiação partidária de forma cautelar em casos de gravidade e urgência”.

Operação Murder

Por ordem do STF, a Polícia Federal deflagrou no domingo (24/03) a Operação Murder Inc., que prendeu de forma preventiva Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e o ex-chefe de Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa. Os três são suspeitos de serem os mandantes do crime.

Quem autorizou a operação foi o ministro Alexandre de Moraes, integrante da Corte, que assumiu recentemente a relatoria do caso Marielle.

A prisão dos suspeitos ocorreu após o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciar a homologação da delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, apontado como o responsável por executar os assassinatos, em março de 2018. O caso foi federalizado e passou a ser de responsabilidade do STF após Lessa citar o deputado Chiquinho Brazão, que tem foro privilegiado.